Em termos de faturamento, o McDonald’s é considerada a maior franquia do mundo, mas chegou a ter queda de braço com marca que hoje declina para o fim de suas operações. Isso porque a maior empresa de gestão de restaurantes da rede Burger King nos Estados Unidos, responsável pelo funcionamento de 57 lanchonetes nos estados da Flórida e da Geórgia, entrou com um pedido de recuperação judicial.
Ainda que o BK não tenha que fechar suas portas em um primeiro momento, liga seu sinal de alerta diante da instabilidade financeira da Consolidated Burger Holdings (CBH), sua franqueada. Para uma melhor compreensão, no último ano, a empresa registrou prejuízo de US$ 15 milhões (cerca de R$ 80,8 milhões na cotação atual) e acumulou dívidas que superam US$ 35 milhões.
De modo geral, a CBH é uma das maiores operadoras da marca Burger King, controlada pela Restaurant Brands International (RBI), que tem a 3G Capital, do brasileiro Jorge Paulo Lemann, como principal acionista. Ao recorrer ao Chapter 11 da Lei de Falências dos EUA, mecanismo jurídico semelhante à recuperação judicial brasileira, deu motivos para a concorrência comemorar.
Apesar do alarde, o dispositivo permite que a empresa reorganize suas finanças, renegocie dívidas e revise contratos estabelecidos, mantendo a operação de suas unidades. Isso é diferente da falência completa, quando os ativos são totalmente liquidados para pagar os credores. Nesse ínterim, um dos principais credores é a própria franqueadora, Burger King Corporation, para quem a CBH deve US$ 2,4 milhões.
Ao que deve o pedido de recuperação judicial?
Ao recorrer ao Chapter 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, a Consolidated Burger Holdings justificou a instabilidade devido à busca crescente por refeições mais saudáveis por parte dos clientes. Em contrapartida, esse fator foi potencializado com a inflação no país e aumento de custo com energia e aluguel de seus estabelecimentos.





