Embora a maioria das pessoas deposite foco na higienização dos veículos, um empreendedor decidiu depositar sua atenção na limpeza de capacetes. A decisão foi potencializada, levando em consideração os dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), que destacou que são 35 milhões de motocicletas em circulação no Brasil e mais de 40 milhões de motoqueiros.
Enxergando o cenário perfeito, Antony Fedlallah investiu R$ 450 mil em uma rede de franquias de máquinas para higienização de capacetes de motos, a PitCap. Com a visão de ampliar a operação nos próximos anos em todo o território brasileiro, a estimativa é alcançar um faturamento de R$ 12,5 milhões, mas sem definir o prazo para o retorno.
“Todo lugar que tem uma concentração de motoqueiros pode ser instalada uma máquina. A gente está em supermercados, temos parcerias com o Assaí e com o Extra, por exemplo. Nós já temos alguns pontos em que a gente tem um parceiro que a gente pode arrumar o ponto para o franqueado. Lojas de conveniência, shoppings, empresas”, explica Antony sobre as possibilidades do negócio.
Como a operação funciona?
Na prática, as máquinas da PitCap funcionam por R$ 10, que podem ser transferidos via Pix ou cartão. Apesar do valor cobrado, toda a higienização do capacete dura em torno de 4 minutos, sendo crucial para os motoqueiros que trabalham com transporte de passageiros. A limpeza usa luz ultravioleta, que, segundo a empresa, tem alto poder germicida, além de um vapor quente.
A ideia revolucionária foi copiada do exterior, mas não havia ganhado prestígio no Brasil. Atualmente, há nove máquinas da PitCap em funcionamento, todas em São Paulo. Realizando um levantamento, baseando-se do final de 2025 para cá, a empresa chegou a uma média de 180 atendimentos por máquina ao mês. Do perfil dos usuários, destaca-se o fato de que a maioria, 55%, é de mulheres.
“Em uma viagem para os Estados Unidos, eu vi uma fila em torno de uma máquina e não consegui perceber o que era. Aí cheguei um pouco mais próximo e vi o que estava acontecendo. Achei interessante o produto. Depois, mais para frente, acabei indo para a China e vi que lá realmente tinha bastante máquina do tipo”, disse o empresário, que deseja expandir as máquinas para todo o Brasil no formato de franquias.





