Motoristas com mais de 65 anos na Colômbia passaram a enfrentar regras mais rigorosas para manter a carteira de habilitação ativa, em um modelo que prioriza a segurança no trânsito. Apesar de não existir um limite máximo de idade para dirigir no país sul-americano, a renovação do documento agora depende diretamente da comprovação atualizada das condições físicas e mentais do condutor.
Na prática, o processo deixou de ser apenas burocrático e passou a exigir etapas mais criteriosas. Entre elas, estão a realização de exames médicos em centros autorizados, o registro das informações no RUNT e a regularização de possíveis pendências, como por exemplo multas em aberto.

A legislação colombiana estabelece que, a partir dos 65 anos, o principal critério para renovar a habilitação é a capacidade de dirigir com segurança. Para isso, os condutores idosos precisam passar por avaliações que analisam visão, audição, coordenação motora, condição física geral e aspectos cognitivos, garantindo que estejam aptos a enfrentar as exigências do trânsito.
Colômbia é rigorosa com renovação da carteira de habilitação para idosos
O certificado médico de aptidão se tornou peça central nesse processo. O documento deve ser emitido por um Centro de Reconhecimento de Condutores autorizado e registrado no sistema SICOV, que se integra ao RUNT. Essa integração permite que as autoridades validem, de forma digital, as condições reais do motorista antes de liberar a renovação da carteira.
Além disso, a periodicidade da renovação varia de acordo com a idade e o tipo de habilitação. No uso privado, motoristas entre 60 e 80 anos renovam a cada cinco anos, enquanto aqueles com mais de 80 anos precisam atualizar o documento anualmente. Já no transporte público, as exigências são ainda mais frequentes, reforçando o objetivo de manter apenas condutores plenamente aptos nas vias.




