Conhecida como “Ilha da Magia”, Florianópolis, em Santa Catarina, chegou a ocupar o protagonismo dos destinos mais cobiçados pelos argentinos. No entanto, uma pesquisa assinada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-SC) mostrou que o número de visitantes na região descendeu nos últimos meses.
Para uma melhor compreensão dos fatos, somente analisando a presença dos turistas argentinos na cidade, a pesquisa confirmou queda no percentual de 39% na primeira quinzena de janeiro de 2025 para 24% no mesmo período neste ano. O detalhe curioso é que a redução na ocupação ocorre no verão, estação que costuma movimentar um número alarmante de visitantes.

De acordo com o governo do Estado, era estimado o desembarque de aproximadamente 3,5 milhões de turistas, com o fluxo maior sendo em Florianópolis. Contudo, as expectativas foram frustradas, deixando a última esperança a cargo do Carnaval. Por consequência da queda no número de visitantes, os setores imobiliário e comércio em geral foram prejudicados.
“O negócio está fraco, horrível. A nossa principal força é a venda de imóveis, e caiu em relação ao ano passado. Já na locação de temporada, a situação é ainda mais preocupante. O pessoal cresceu o olho. Acharam que iam faturar muito mais, aumentaram o preço e não alugaram nada”, lamenta o empresário Simoney do Nascimento, proprietário de uma imobiliária que atua há 45 anos em Canasvieiras.
Plano de rotacionar o turismo não funciona
Com o intuito de alterar a realidade atual, vários empresários estão recalculando a rota, principalmente ao reduzir os preços dos serviços e produtos. No entanto, segundo a gerente de restaurante em Canasvieiras, Denise Gomides, os turistas seguem recuando, tendo em vista que as cifras impostas são vistas de forma desproporcional à realidade dos viajantes.
“Este ano está bem devagar, fraco mesmo. O pessoal está gastando menos, pelo menos no restaurante. É geral. Tanto argentinos quanto uruguaios. Brasileiro é pouco aqui. Reduzi bastante a contratação de freelancers. Agora fico só com o pessoal fixo”, lamentou a empresária, que torce para que a realidade seja alterada nos meses subsequentes.





