O Governo Federal ampliou em 2026 o pente-fino sobre o Bolsa Família e colocou milhões de cadastros sob nova análise. A iniciativa, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), intensifica o cruzamento de dados das bases oficiais para garantir que os recursos públicos sejam destinados exclusivamente às famílias que realmente se enquadram nas regras do programa social.
A checagem ocorre por meio da checagem das informações do Cadastro Único, o CadÚnico, com outras bases oficiais, como por exemplo a Receita Federal e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que reúne registros previdenciários. Também são analisados vínculos de emprego formal, sistemas estaduais e municipais e registros de óbito. Quando aparecem inconsistências, o cadastro passa a ser averiguado de forma automática.

O objetivo central é combater fraudes, atualizar a renda declarada, corrigir cadastros antigos e melhorar a distribuição do benefício. Com a digitalização e integração dos bancos de dados, o Governo passou a identificar divergências com mais rapidez. Segundo o MDS, o pente-fino não tem caráter punitivo generalizado, mas busca preservar o orçamento para quem realmente depende da transferência de renda.
Governo vai aumentar fiscalização em beneficiários do Bolsa Família
Alguns perfis, porém, exigem maior atenção. Estão sob monitoramento mais rigoroso famílias com cadastro desatualizado há mais de dois anos, beneficiários que registraram aumento de renda, pessoas que mudaram de endereço sem comunicar, cadastros com informações conflitantes, entre outros. Isso não significa que os beneficiários terão os benefícios cortados automaticamente, mas correm o risco de bloqueio temporário.
Na maioria dos casos, o cancelamento não ocorre de imediato. O procedimento costuma seguir etapas, como bloqueio preventivo e prazo para regularização das informações. Por isso, a orientação é acompanhar frequentemente a situação cadastral e manter todos os dados atualizados para evitar, assim, a suspensão do pagamento.





