Pessoas diagnosticadas com alcoolismo grave no Brasil podem agora se beneficiar de um auxílio financeiro oferecido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O reconhecimento do alcoolismo como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela legislação brasileira fundamenta essa iniciativa.
O benefício, equivalente a um salário mínimo de R$ 1.518,00, é destinado àqueles cuja capacidade de trabalho está comprometida pela dependência do álcool. A concessão exige comprovação da incapacidade laboral e perícia médica pelo INSS.
Critérios para Concessão
O auxílio é concedido mediante a apresentação de laudos médicos, exames e atestados que comprovem a incapacidade temporária ou permanente para o trabalho. Os candidatos devem ter qualidade de segurado no momento do início da incapacidade e no mínimo 12 meses de contribuições. Nessas condições, pode-se solicitar o auxílio por incapacidade temporária, anteriormente conhecido como auxílio-doença, ou, para casos mais graves, a aposentadoria por incapacidade permanente.
Alternativas para Não-Contribuintes
Para aqueles que não contribuem para o INSS, o Benefício Assistencial de Prestação Continuada (BPC) é uma opção. Para se qualificar, deve-se comprovar deficiência e situação de vulnerabilidade econômica. Este benefício visa garantir condições mínimas de vida a quem é severamente afetado pelo alcoolismo.
Impacto do Alcoolismo na Saúde Pública
Dados da pesquisa Covitel de 2023 revelam que 22,1% da população adulta brasileira relatou consumo abusivo de álcool, com destaque para a faixa etária de 18 a 24 anos. O excesso de álcool afeta não apenas a saúde física, provocando doenças como cirrose, mas também a mental, reduzindo a qualidade de vida e a produtividade.
O INSS emerge como um suporte essencial no cenário atual, respaldando aqueles que sofrem com as graves consequências do alcoolismo. Ao reconhecer o transtorno como doença, o sistema previdenciário brasileiro reafirma seu compromisso com o apoio social.





