Restando pouco mais de dois meses para o início da Copa do Mundo de 2026, a presença do Irã permanece incerta, especialmente devido ao temor do país oriental em meio ao conflito bélico com os Estados Unidos. Com chances reais de se retirar da competição, os iranianos podem colocar sua vaga em disputa. Dessa forma, a Itália pode ter a chance de brigar pela quinta taça em sua história.
Eliminada na repescagem pela Bósnia e Herzegovina, a Itália ficará de fora do mundial pela terceira edição consecutiva, fator que ligou o sinal de alerta dos torcedores. Isso porque, com o Irã cobrando da FIFA a remoção dos jogos da fase de grupos do solo estadunidense, a entidade pode não aceitar. Como resultado da recusa, a tendência é que a nação asiática se retire da competição.

Caso a desclassificação se materialize, uma pequena brecha se abre para as seleções que não conseguiram se classificar para o torneio. Alguns torcedores acreditam que, caso o Irã não participe da Copa do Mundo de 2026, a Itália poderá ser convocada para substituí-la e integrar o Grupo 7, que inclui Bélgica, Nova Zelândia e Egito, já que a Azzurri é a equipe com melhor classificação entre as que não se classificaram.
Porém, o critério adotado pela FIFA pode ser outro, já que o Irã preenche uma vaga entre as nações que configuram a Ásia. Dessa forma, seguindo a lógica, com a dispensa da competição, é mais provável que a oportunidade seja entregue aos Emirados Árabes Unidos. Na prática, eles são os melhores ranqueados entre os asiáticos que ficaram de fora do mundial.
O que dizem os regulamentos da Copa do Mundo de 2026?
O artigo 6, parágrafo 7, estabelece que “em caso de desistência ou exclusão de uma das federações participantes, a FIFA tem plena autoridade para tomar a decisão adequada, incluindo a substituição da seleção por outra”. Embora não tenha uma regra que imponha a troca por uma outra nação do mesmo continente, o equilíbrio deve ser respeitado.
Por sua vez, a Confederação Asiática de Futebol mantém contato constante com a FIFA, em antecipação a quaisquer desdobramentos. A ideia é que, caso a saída do Irã seja materializada, uma outra equipe do mesmo continente ingresse na briga. A teoria é ainda sustentada pelo fato de a União Europeia já deter o maior número de vagas no torneio (16 de um total de 55 federações).
Irã segue pressionando a FIFA
Nas últimas semanas, o governo do Irã demonstrou sua insatisfação com a forma como a entidade máxima de futebol tem lidado com a situação envolvendo o conflito no Oriente Médio. Segundo o ministro do Esporte do país, Ahmad Donyamali, os jogos da fase de grupos da equipe precisam ser removidos dos Estados Unidos, já que a delegação, representantes e torcedores podem ser atacados.
Em contrapartida, a remoção da seleção da Copa do Mundo de 2026 somente será sacramentada após uma resposta oficial da FIFA. Publicamente, o presidente da federação, Gianni Infantino, declarou que o Irã deve disputar suas partidas conforme o calendário previsto, mas sem entrar em um acordo com os interessados.
“Nosso pedido à Fifa para transferir os jogos do Irã dos Estados Unidos para o México segue válido, mas ainda não recebemos uma resposta. Se for aceito, a participação do Irã na Copa do Mundo será certa. No entanto, a Fifa ainda não respondeu”, afirmou Donyamali em entrevista à agência estatal turca Anadolu, publicada no fim de semana.





