A South East Rivers Trust coordenou a soltura de 150 ratos de água (Arvicola amphibius) em setembro de 2025 no afluente do rio Wey, encerrando 20 anos de ausência da espécie. O projeto abrange 1000 km² de habitats degradados, onde esses mamíferos atuam como arquitetos ecológicos. Técnicas de aclimatação progressiva garantem adaptação ao ambiente, com monitoramento diário nas primeiras semanas.
Funções ecossistêmicas críticas
Considerada a espécie de mamífero com declínio mais acelerado na Grã-Bretanha, sua atividade herbívora controla vegetação invasora enquanto as tocas subterrâneas criam abrigos para 23 espécies de invertebrados. Pesquisas mostram que sua presença aumenta em 30% a taxa de decomposição de matéria orgânica, melhorando a qualidade da água para anfíbios como a rã-comum.

Características distintivas da espécie
Diferenciam-se dos ratos marrons por características morfológicas: corpo compacto (18-22 cm), focinho arredondado e cauda peluda de 12 cm. Enquanto os ratos comuns consomem 15% de proteína animal, os ratos de água mantêm dieta 100% vegetariana. Um adulto processa 1,2 kg de plantas aquáticas semanalmente, atuando como dispersor de sementes.
Tecnologia de monitoramento
Coleiras GPS miniaturizadas (2,5g) e análise de DNA ambiental permitem mapear rotas de até 800m por dia. Dados revelam que 58% dos indivíduos construíram tocas permanentes em 15 dias. O registro de um exemplar nadando 1,2 km em 36 horas após a soltura comprovou a eficácia do protocolo de reintrodução.
Nas primeiras oito semanas observou-se:
- Redução de 35% em espécies vegetais exóticas;
- aumento de 22% na oxigenação da água;
- recuperação de 14 tipos de macroinvertebrados.
A colaboração de 82 voluntários locais no controle de predadores e 45 propriedades rurais na restauração de margens fluviais foi fundamental.

