Após anos de debates e estudos ambientais, foi assinada nesta quinta-feira (5) a criação do Parque Nacional do Albardão, localizado no Rio Grande do Sul. A nova unidade de conservação terá 1.004.480 hectares de área protegida, que vão contar com restrições de uso. A iniciativa é considerada estratégica para ampliar a preservação ambiental na região e fortalecer políticas de conservação no litoral brasileiro.
O parque vai ficar no município de Santa Vitória do Palmar e também terá uma Área de Proteção Ambiental (APA). Essa faixa de preservação contará com cerca de 55 mil hectares de areia e uma zona de amortecimento no mar que alcança aproximadamente 558 mil hectares. A proposta busca proteger ecossistemas sensíveis e garantir maior controle sobre atividades que possam gerar impactos ambientais na região.
Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), todas as etapas técnicas e administrativas necessárias para a criação da unidade de conservação já foram concluídas. Em nota, o órgão informou que agora aguarda a manifestação final do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o anúncio oficial seja feito.
Governo confirma criação de parque nacional no Rio Grande do Sul
“Foram concluídas todas as etapas e tratativas para criação do Parque Nacional do Albardão por parte do ICMBio. Neste momento estamos aguardando a conclusão do processo por parte da Presidência da República”, afirmou o instituto. A área protegida é vista como uma oportunidade para inserir o extremo sul do Brasil em rotas internacionais de ecoturismo e turismo de aventura.
O território abriga tartarugas e dezenas de espécies de mamíferos e aves marinhas. O nome Albardão faz referência ao farol instalado no local desde 1909. A importância ambiental da região já era apontada desde 2004, quando estudos passaram a destacar o local como fundamental para a conservação de tubarões e raias no país, reforçando a necessidade de criação de uma unidade de conservação.





