O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participou da assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia no último sábado (17). Depois de mais de 25 anos de negociações, os dois blocos conseguiram chegar a um acordo que promete mudar o fluxo de mercadorias entre eles.
A expectativa, no Brasil, é que o acordo altere o consumo cotidiano da população, assim como setores de produção como a indústria e o agronegócio. Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), a assinatura do documento permite que seja criada uma rede de comércio avaliada em US$ 22 trilhões (cerca de R$ 118,4 trilhões na cotação atual).
A rede de comércio ainda possui um potencial de ampliar as exportações brasileiras em US$ 7 bilhões (R$ 37,7 bilhões) adicionais. Para o consumidor, a expectativa é de que sejam vistos cada vez mais produtos tradicionais da União Europeia no mercado nacional. Outra tendência é que sejam reduzidos preços de produtos como vinhos, azeites, queijos e lácteos.
Lula ajuda a firmar acordo entre Mercosul e União Europeia
O acordo também prevê que haja uma redução e até mesmo a eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, chegando a mais de 90% do comércio total entre os blocos. O documento estabelece ainda algumas regras que serão comuns entre eles, como itens relacionados a bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.
Apesar do acordo ter sido muito comemorado entre as partes, os brasileiros vão precisar ter calma. Essas mudanças passarão a ser implementadas aos poucos na rotina do cidadão e a queda dos preços tende a ser gradual, principalmente em determinados itens. Nos automóveis, por exemplo, há uma dependência global da China, já que muitos insumos são produzidos no país asiático, maior parceiro comercial do Mercosul.





