A Polônia abriga a maior mina de sal do mundo, localizada na cidade de Wieliczka, a poucos quilômetros de Cracóvia. Conhecida como “ouro branco”, a mina começou a ser explorada no século 13 e rapidamente se tornou uma das principais fontes de receita do antigo reino polonês.
Durante séculos, a produção de sal foi responsável por grande parte da arrecadação da coroa, consolidando o local como peça central da economia e da história do país. Com o passar dos anos, a atividade mineradora expandiu-se em diferentes níveis subterrâneos, alcançando profundidades superiores a 300 metros.
A complexidade do local aumentou, incluindo áreas de apoio, rotas de transporte, capelas e até restaurantes subterrâneos, o que transformou a mina em um espaço singular na Europa. Ao longo de sua história, estima-se que 26 poços foram abertos, embora apenas uma pequena parte seja acessível atualmente ao público.
De centro produtivo a patrimônio mundial
A exploração de sal em Wieliczka atingiu o auge após a Segunda Guerra Mundial, quando novas técnicas de mineração ampliaram a extração. No entanto, a partir da segunda metade do século 20, a produção começou a declinar, e em 1996 as atividades de extração foram suspensas. A mina passou a ser preservada como patrimônio histórico e cultural, recebendo em 1978 o título de Patrimônio Mundial da UNESCO.
Hoje, a antiga estrutura funciona como um complexo turístico multifuncional. Visitantes podem percorrer rotas que mostram a história da mineração, apreciar capelas ornamentadas com esculturas em sal e até participar de experiências mais intensas na chamada “rota dos mineiros”.
Além do turismo, a mina desempenha um papel relevante na saúde. Seu microclima, rico em sais minerais, é utilizado em terapias respiratórias para pacientes com doenças como asma e bronquite.
