Centro-Oeste passou a registrar a maior renda média mensal do país em 2025, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A região alcançou rendimento médio de R$ 4.052 e ultrapassou o Sul no ranking nacional. O resultado reforça o peso econômico da área ligada ao agronegócio brasileiro.
Formada por Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, a região concentra importantes polos de produção agrícola e pecuária. Além da força econômica, o território abriga o Cerrado e o Pantanal, dois dos principais biomas nacionais. A localização estratégica também favorece logística e comércio interno.
Crescimento superou média nacional
Os dados fazem parte da pesquisa Pnad Contínua: Rendimento de Todas as Fontes. O levantamento mostrou que o avanço da renda no Centro-Oeste foi de 18,1% desde 2019. O índice ficou acima da média nacional registrada no mesmo período.
Enquanto isso, o Sudeste apresentou crescimento mais moderado, com alta de 4,9% na renda média. O desempenho abaixo da média nacional contribuiu para que a região ocupasse a terceira posição no ranking. Já o Sul perdeu a liderança alcançada no ano anterior.
O estudo também apontou que a renda média nacional atingiu R$ 3.367 em 2025. O valor representa o maior resultado da série histórica iniciada em 2012. O cenário reflete expansão da massa salarial em diferentes regiões do país.

Sudeste segue dominante na renda do trabalho
Mesmo sem liderar a renda média individual, o Sudeste continua concentrando a maior massa de rendimentos do trabalho no Brasil. Em 2025, a região somou mais de R$ 180 bilhões em renda mensal. O montante corresponde a praticamente metade do total nacional.
No país inteiro, a massa de rendimento do trabalho alcançou R$ 361,74 bilhões, também recorde histórico. O crescimento foi de 7,5% em comparação com o ano anterior. Todas as regiões apresentaram avanço, mas o Sudeste manteve ampla diferença sobre as demais.





