Diante da curiosidade humana, diversos estudos estão sendo encabeçados pela NASA com a finalidade de encontrar vida em outros planetas. Nesse ínterim, desde as missões Apollo, o planejamento de realocar a civilização para outras constelações segue em evidência. Porém, a façanha pode estar próxima de ser sacramentada, tendo em vista informações obtidas por investigações recentes sobre Marte.
Apresentando atmosfera rarefeita, o “planeta vermelho” contém temperaturas extremas e radiação intensa, o que obrigou especialistas a construírem abrigos mais dinâmicos e seguros para futuras imersões. A ideia dos engenheiros é consolidar o projeto para suportar adversidades que possam aparecer em meio à aventura.

O que se sabe sobre os avanços da pesquisa?
Em um primeiro momento, os pesquisadores avaliaram que transportar materiais da Terra é impraticável, o que torna necessário explorar o uso de recursos locais, a chamada ISRU. Dessa forma, análises estão sendo feitas em meio a processos naturais que acontecem em nosso planeta, como a biomineralização. Esse mecanismo corresponde à ação dos microrganismos de produzirem minerais capazes de solidificar solos.
Por sua vez, um estudo publicado na Frontiers in Microbiology tenta descobrir como bactérias e cianobactérias podem transformar o regolito marciano em blocos de construção resistentes. Durante os últimos meses, a união entre Sporosarcina pasteurii, produtora de carbonato de cálcio, e Chroococcidiopsis, capaz de sobreviver a ambientes extremos, foi vista como promissora.
De uma forma mais prática, o Sporosarcina atua como uma espécie de “cimento biológico”, enquanto o Chroococcidiopsis exerce a função de proteger, oferecer oxigênio e suporte metabólico. Embora os estudos ainda estejam em andamento, a combinação em questão pode servir como base para impressão 3D de estruturas em Marte.
Mas, afinal, qual a implicação das investigações?
Entendendo a vasta gama de investigações das agências, cientistas estão trabalhando para compreender como essas comunidades microbianas se comportam em condições marcianas simuladas e como robôs poderão executar a construção com gravidade reduzida. Contudo, para que as respostas sejam encontradas, é necessário contar com amostras presentes no solo do planeta vermelho.





