Reconhecendo o impacto ambiental causado pelo descarte inadequado das sacolas plásticas e a necessidade de colaborar para a preservação ambiental, uma nova regra entrará em vigor, em Portugal, a partir de janeiro de 2027. De acordo com a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, supermercados e hortifrúti estarão proibidos de disponibilizar sacos plásticos transparentes.
A princípio, o governo português descartou a hipótese de taxar estabelecimentos que fossem flagrados usando sacolas plásticas para depositar os produtos. No entanto, por entender que a prática não traria benefícios concretos ao meio ambiente, optou por proibir seu uso. A ideia é incentivar uma mudança de comportamento entre os consumidores com a busca por alternativas sustentáveis.

Nesse sentido, a partir de 1º de janeiro de 2027, a opção para os sacos plásticos torna-se a adoção por fibras recicladas ou plástico reaproveitado. Por sua vez, é válido salientar que a proposta já foi discutida com a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, que representa grandes redes de supermercados e foi vista com bons olhos.
“Não foi para a frente a taxa. Mas está a ir para a frente a substituição de hábitos. Eu não quis pôr taxa porque já há imensas taxas. O que eu falei com a APED [Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição], e estou a falar com outros, é para acabar com os sacos plásticos e ver outros tipos de saco”, comentou Maria da Graça Carvalho, em declarações ao ECO/Capital Verde.
Questões levantadas em meio ao decreto
Ainda que as alternativas mais sustentáveis estejam isentas de taxações aos portugueses, um outro cenário passou a ser destacado pelos consumidores. Com a proibição do uso de sacos plásticos, surgiu o questionamento sobre a entrega de opções gratuitas. No entanto, o setor do retalho colocou-se contra o serviço, tendo em vista que as fabricações apresentam custo e logística.
“O que explicamos à senhora ministra é que estamos disponíveis para conversar, e temos todo o interesse em estar na promoção deste desafio. Mas precisamos elaborar, com tempo, a operacionalização disto. Além disso, estes sacos têm um custo. Quando a ministra diz que podem ser gratuitos, isso não está nos nossos horizontes”, analisou o diretor-geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier.





