Uma equipe de mergulhadores encontrou, no final de setembro, na costa da Flórida, nos Estados Unidos, um verdadeiro tesouro avaliado em US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,4 milhões na cotação atual). As moedas de ouro e prata fazem parte de uma frota de navios espanhóis que naufragou em 1715, após ser acometida por um vulcão na região.
Embora tenha sido perdido há mais de 300 anos, o tesouro permanece tendo valor irredutível, principalmente para os historiadores. A descoberta somente foi possível graças aos mergulhadores da empresa 1715 Fleet – Queens Jewels. Nas profundezas do mar foram registradas mais de mil moedas de prata, conhecidas como “Reales”, cinco moedas de ouro, chamadas “Escudos”, e outros artefatos raros.

Segundo informações preliminares da empresa, os metais faziam parte de um carregamento de riquezas do “Novo Mundo”, que estava sendo realocado para a Espanha. Ainda que não seja possível cravar, especialistas acreditam que o naufrágio teria ocorrido em 31 de julho de 1715. Nesse ínterim, o prejuízo perdido é estimado em aproximadamente US$ 400 milhões em ouro, prata e joias.
“Esta descoberta não se trata apenas do tesouro em si, mas das histórias que ele conta. Cada moeda é um pedaço da história, uma ligação tangível com as pessoas que viveram, trabalharam e navegaram durante a Era de Ouro do Império Espanhol. Encontrar 1.000 moedas em uma única recuperação é raro e extraordinário”, comemorou o diretor de operações da 1715 Fleet – Queens Jewels, Sal Guttuso.
Destino do tesouro encontrado
Diante do achado, muitos questionamentos foram levantados sobre o futuro das moedas encontradas. Contudo, devido ao fato de que a empresa 1715 Fleet-Queens Jewels detém os direitos exclusivos de recuperação nas áreas dos naufrágios da frota de 1715. Isso significa que as equipes credenciadas podem assumir a tarefa de explorar os destroços sob supervisão legal.
Contudo, as moedas encontradas passarão por limpeza, catalogação e restauração antes de ingressarem no acervo oficial ou serem destinadas às partes interessadas. Seu futuro ainda não foi sacramentado, mas a recuperação desse tesouro torna-se importante para remontar a trajetória dos navegadores no contexto do século XVIII.

