O dia 21 de dezembro marcará a chegada de uma das estações mais aguardadas do Hemisfério Sul, a partir das 12h03 (horário de Brasília). Trata-se do verão, período marcado por elevadas temperaturas e alta procura de distrações nas regiões litorâneas. Porém, conforme avaliação dos meteorologistas, um fenômeno natural tende a mudar o clima em algumas regiões.
Sobretudo, a La Niña, ação natural caracterizada pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, irá alterar o regime de chuvas e de temperaturas durante o verão. Embora sua ação seja declarada por especialistas, a tendência é de que não seja expressiva no Brasil. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o fenômeno apresentará intensidade fraca.
Em outras palavras, estima-se ter 70% de probabilidade de a La Niña se manter até fevereiro de 2026. Assim, o verão pode ser marcado por frio e chuvas acima da média, mas não impedindo que outras regiões sejam marcadas por elevadas temperaturas. Nesse intervalo, é esperado que dezembro e janeiro registrem dias mais nublados devido à presença de massa de ar polar tardia.
O que os meteorologistas preveem?
A mudança de curso indica que a temperatura média dos oceanos no próximo trimestre (janeiro, fevereiro e março) sofrerá um aquecimento expressivo na região do Oceano Pacífico, extinguindo a presença do fenômeno. Por sua vez, uma leve redução nas chuvas da região Sul e um aumento da precipitação sobre o Norte são destacados, indicando que os impactos não serão vastos e nem duradouros no Brasil.
De modo geral, o verão apresentará predominância quente, com períodos de calor intenso entre o final de janeiro e fevereiro. Nesse intervalo, as temperaturas voltam a subir em todo o território nacional. Por consequência, o La Niña pode provocar chuvas mais regulares no Norte e Nordeste, períodos mais secos no Sul e temperaturas mais amenas no Centro-Oeste e Sudeste.





