Durante a década de 1990, Mike Tyson se tornou um dos nomes mais conhecidos do boxe mundial, e também um dos mais controversos fora dos ringues. Entre suas excentricidades, uma das mais lembradas foi a decisão de criar tigres de bengala como animais de estimação.
Cada felino custava cerca de 70 mil dólares, valor que refletia o estilo de vida extravagante do atleta naquele período. Após sair da prisão em 1995, Tyson adquiriu três tigres, que viviam em sua mansão em Las Vegas e eram tratados como parte da família.
Apesar do fascínio público, a convivência com animais selvagens trouxe riscos e chamou a atenção das autoridades. Os tigres, embora criados em cativeiro, mantinham instintos naturais de caça e defesa. O próprio Tyson relatou, anos depois, que o comportamento imprevisível dos animais exigia cuidados constantes e força física para contê-los em determinadas situações.

O episódio que levou à perda do tigre
Um dos incidentes mais conhecidos envolvendo os tigres de Tyson ocorreu quando ele passeava com um dos felinos próximo à sua residência. Durante o trajeto, o animal avistou o cachorro de um vizinho e tentou atravessar o muro para alcançá-lo.
O ex-campeão conseguiu conter o tigre antes de qualquer ferimento, mas a cena foi presenciada pelo dono do cão, que observava pela janela e decidiu comunicar o ocorrido às autoridades locais. Na mesma noite, agentes da ASPCA (Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra Animais) foram até a casa de Tyson.
Lá, informaram que ele não possuía autorização para manter gatos selvagens em cativeiro, resultando na retirada imediata do animal. O caso marcou o fim da experiência do boxeador como dono de tigres, embora ele tenha mantido outros animais exóticos posteriormente.





