O planejamento para colocar em prática a Ramal Serra Azul, nova ferrovia de 26,5 km, promete remover cerca de 5 mil carretas por dia da Rodovia Fernão Dias (BR-381), eixo que liga Minas Gerais a São Paulo. De modo geral, a finalidade é reduzir em 400 quilômetros o caminho até o Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, dinamizando o escoamento mineral e reduzindo custos logísticos.
Apesar da notícia ter pego muitos caminhoneiros de surpresa, as obras devem começar apenas em 2027, com operação prevista para o primeiro semestre de 2030. Mesmo com questionamentos levantados, o projeto precisou ser colocado em prática após a detecção do deterioramento de vários trechos rodoviários que ligam Minas Gerais ao literal do Rio de Janeiro.
Estima-se que diariamente o trecho da Fernão Dias comporte 250 mil veículos, sendo 5 mil apenas de carretas. A presença de automóveis de alta carga afeta não somente o tráfego, como aumenta o risco de acidentes em um dos corredores mais movimentados do país. Assim, a Ramal Serra Azul almeja desafogar o tráfego e dar previsibilidade ao transporte de minério.
Em com contexto geral, a construção da ferrovia irá diminuir as ultrapassagens lentas, acarretando em menos filas em aclives críticos. No mais, o projeto irá redirecionar parte do fluxo pesado para os trilhos, aliviando um corredor que concentra viagens pessoais, transporte coletivo e distribuição urbana.
Ferrovia tem grande impacto ambiental
Segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), a ferrovia pretende emitir até 88% menos gás carbônico por tonelada transportada, em comparação com caminhões. Nesse ínterim, os trens irão movimentar grandes volumes, com menor consumo por unidade de carga.
Confira os principais pontos do projeto da rodovia:
- A Ramal Serra Azul tem 26,5 km e pretende retirar 5 mil carretas por dia da Fernão Dias (BR-381).
- As obras estão previstas para 2027 e a operação para o primeiro semestre de 2030.
- O trajeto até Itaguaí deve encurtar 400 quilômetros, elevando a competitividade do setor mineral.
- Segundo o SEEG, a ferrovia pode emitir até 88% menos CO₂ por tonelada do que caminhões.
- Há críticas por potenciais impactos ambientais e por discussões sobre um possível mineroduto associado.




