Um projeto de mineração de ouro, avaliado em US$ 250 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhões na cotação atual), entrou em evidência em Monte do Carmo, na região central do Tocantins. Conforme a empresa Hochschild Mining, as operações devem ocorrer em meados deste ano, prometendo impulsionar a economia local com a oferta de emprego.
Composta por aproximadamente 5,6 mil habitantes, a cidade está situada a pouco mais de 90 quilômetros da capital, Palmas. Reconhecendo o solo valioso da região, o governo do estado estima que o início da extração pode gerar 2 mil empregos diretos e indiretos. Apesar da empolgação, a mineradora responsável alegou que o projeto está em fase de revisão de engenharia.

Em outras palavras, o protocolo tem focado no detalhamento da engenharia do projeto e no refinamento do plano para sua implantação. Embora a escavação seja um desejo coletivo, a companhia por detrás da empreitada afirma que o início da construção permanece condicionado às definições internas de investimento.
Por sua vez, a mineração de ouro ganhou um motivo para ser comemorado, já que o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) informou que foi concedida a Licença de Instalação (LI) do empreendimento. Em continuidade, a operação também tem a Outorga de Direito de Uso de Recursos Hídricos e a Autorização de Exploração Florestal (AEF).
Para uma melhor compreensão, os documentos obtidos pela Hochschild Mining autorizam o início das atividades previstas, bem como a supressão vegetal necessária para a implantação das estruturas incluídas no planejamento. Com as licenças vigentes, a companhia explicou que o período de operação está estimado em 12 anos, com a capacidade próxima de 6 mil toneladas de minério por dia.
Riqueza além do ouro
Ainda que Monte do Carmo tenha sido escolhida para servir como investigação em função do ouro, o estado do Tocantins mostra-se rico em outros minerais. Em resumo, a região ganha prestígio diante da produção de calcário, fosfato, gipsita, ferro, manganês, esmeralda, quartzo, granada e materiais para construção civil.
Nesse cenário, a cidade de Palmeirópolis abriga o complexo polimetálico, onde são produzidos ouro, cobre, prata e chumbo. Por sua vez, as mineradoras estão instaladas em Almas, Monte do Carmo, Chapada da Natividade, Pindorama e Natividade. Essas investidas fazem com que o estado seja colocado no centro das atenções da produção e exportação dos minerais.



