Embora no Brasil a frequência dos alunos seja um ponto importante para o desempenho do ano letivo, o sistema de ensino obrigatório do Uruguai evidenciou um novo mecanismo. Isso porque, além dos discentes, a ausência dos professores também passou a ser avaliada pelos órgãos competentes. A fim de evitar a evasão escolar, os registros no âmbito público e privado receberão fiscalizações mais incisivas.
Diante do cenário de ausências frequentes, foi instituído que faltar a uma aula de uma disciplina conta como uma falta do dia inteiro. Sobretudo, a justificativa é que a frequência é obrigatória em todas as matérias. Essa metodologia, adotada nos primeiros quatro anos do ensino médio ou profissionalizante, não permite uma compreensão completa de quais aulas os alunos estão perdendo e por quê.

Nesse ínterim, um grupo de especialistas traçou um plano para corrigir todos os problemas ao longo da atual temporada. Após reuniões sacramentadas, ficou definido que um sinal de alerta será emitido para os estudantes que faltarem por seis dias consecutivos. Como consequência, é possível que o indivíduo seja desvinculado da instituição de ensino.
Professores podem ser os grandes vilões
Ainda que novos critérios de frequência estejam sendo vistos, assim como o sistema de alertas, de avaliação e promoção de notas, um outro ponto chama a atenção das autoridades. Isso porque a falta de interesse dos estudantes pode estar atrelada a influências familiares, problemas na comunidade escolar e, segundo o documento, o absenteísmo dos professores.
Na prática, os docentes também integram o quadro de ausência crônica, fator que desmotiva os alunos a manterem frequência escolar. No cenário em questão, pesquisadores da Administração Nacional da Educação Pública (ANEP) querem ter uma melhor sistematização das faltas dos professores nos próximos meses, estudando a relação com a dispersão estudantil.





