Em agosto do ano passado, a empresa sul-coreana Posco Engenharia e Construções do Brasil entrou com um pedido de falência na Justiça. A multinacional alegou crise financeira insanável, com dívidas que superam a casa dos R$ 644 milhões. O pedido foi aceito no mês seguinte, em setembro de 2026. No entanto, empresas credoras recorrem do pedido de falência.
Os credores alegam que a empresa da Coreia do Sul estaria cometendo fraude. Entre 2013 e 2018, a Posco Engenharia e Construção atuou nas obras da siderúrgica do Pecém, no Ceará, projeto de 5,4 bilhões de dólares. Parte das empresas contratadas pela sul-coreana diz que não recebeu pelos serviços prestados, o que desencadeou em uma série de ações judiciais.

A Posco Brasil garante no pedido de falência que não possui condições de pagar as dívidas. Foi então que os credores contestaram o processo, afirmando que a falência teria sido forjada para que os pagamentos não fossem realizados. Ao todo, foram listados 47 credores, entre eles funcionários, empresas e até órgãos públicos, como por exemplo a Fazenda Nacional, o INSS e a Receita Federal.
Multinacional pode ter forjado falência para não pagar dívida milionária
Os documentos mostram que a Posco Brasil reconhece que a dívida pode ser superior a R$ 644 milhões. “Não há qualquer perspectiva de solução do endividamento, ante a inexistência de novos recursos e insuficiência de ativos”, diz um trecho do documento preparado pelos advogados de defesa da empresa, como foi informado pelo site G1.
Se for confirmado que a Posco Brasil não possui capacidade financeira de pagar a dívida, os itens de patrimônio da empresa serão vendidos para saldar os débitos. O problema é que o patrimônio não chega a sequer R$ 1,7 milhão, já que é dividido em R$ 11 mil em ativos disponíveis, um Ford Fusion 2015 avaliado em R$ 70 mil, um terreno no município de São Gonçalo do Amarante, comprado por R$ 1,6 milhão e saldo de R$ 109 na conta corrente.





