A National Aeronautics and Space Administration (NASA) iniciou, em 2024, uma nova empreitada que promete encontrar regiões orbitais que possam comportar a vida humana. A missão, intitulada Europa Clipper, tem investigado se a lua gelada de Júpiter é capaz de oferecer condições de moradia. O projeto tem focado no oceano sob a crosta de gelo do satélite.
Embora os resultados sejam mantidos em sigilo, o site oficial da entidade esclareceu pontos importantes da nova missão. No site oficial da NASA, cientistas explicaram que o intuito das investigações é determinar se existem locais abaixo da superfície da lua congelada, o que pode trazer respostas à sustentação da vida como ocorre na Terra.

“O oceano subterrâneo de Europa satisfaz o primeiro requisito. Identificamos compostos orgânicos na camada externa de gelo dessa lua, e é muito possível que esses compostos também existam dentro do oceano. Esse é o segundo requisito. E a órbita específica faz com que Júpiter provoque aquecimento por marés em seu interior, o terceiro requisito”, explicou o cientista planetário Paul Byrne.
Para encontrar resultados importantes, os engenheiros da entidade norte-americana equiparam a Europa Clipper com a tecnologia mais avançada do momento, unindo ainda instrumentos científicos que outrora foram encaminhados ao sistema joviano. Nesse processo, foram destacados quais os principais aparelhos e suas funções. Confira:
- EIS (Câmeras): Mapeamento de alta resolução da superfície gelada;
- MISE (Espectrômetro): Identificação de sais, compostos orgânicos e gelos;
- REASON (Radar): Penetração no gelo para localizar bolsões de água.
O que a NASA espera das investigações?
Ainda que os estudos estejam em andamento, a National Aeronautics and Space Administration reconhece o impacto histórico que a viagem pode ofertar. Em outras palavras, se a missão confirmar a presença de um ambiente habitável, isso mudará a compreensão sobre o lugar da humanidade no universo. Por sua vez, será possível ainda entender como as condições químicas e térmicas permitem que a biologia prospere.





