Nelson Piquet, tricampeão mundial de Fórmula 1, encerrou sua passagem pela categoria com um dos contratos mais rentáveis da sua carreira. Já fora do auge competitivo, mas ainda altamente respeitado, o piloto negociou com a Benetton um modelo de remuneração atípico, baseado diretamente no desempenho durante o campeonato.
A equipe, que ainda não estava no nível de McLaren ou Ferrari no final dos anos 1980 e início dos anos 1990, ofereceu a Piquet uma oportunidade que ele soube transformar em vantagem financeira significativa.
Em entrevista ao podcast “Pelas Pistas”, Piquet revelou que sua remuneração na Benetton não seguia o padrão salarial comum da Fórmula 1. Em vez de receber um valor fixo anual, ele acertou um pagamento de US$ 300 mil por ponto conquistado.
Além disso, incluiu no contrato bônus específicos conforme sua posição final no campeonato: US$ 12 milhões se fosse campeão, US$ 8 milhões pelo vice e US$ 6 milhões caso terminasse em terceiro.

A temporada de 1990 e o retorno financeiro
A estrutura do acordo se mostrou extremamente vantajosa na temporada de 1990, sua melhor pela Benetton. Piquet encerrou o campeonato na terceira posição, atrás de Alain Prost e Ayrton Senna.
Ao longo do ano, somou 43 pontos, o que gerou US$ 12,9 milhões apenas pelo desempenho nas pistas. Somando os US$ 6 milhões referentes ao terceiro lugar no Mundial, seu faturamento total alcançou US$ 17,9 milhões.
Atualizando para valores aproximados da cotação atual, esse montante equivaleria a cerca de R$ 110 milhões, reforçando o impacto financeiro do acordo. Segundo o próprio Piquet, foi o período em que mais acumulou ganhos na carreira, mesmo não disputando o título.



