A disputa entre Nelson Piquet e Ayrton Senna se tornou um dos maiores marcos da Fórmula 1 e dividiu os fãs brasileiros durante as décadas de 1980 e 1990. Cada um representava um estilo diferente dentro e fora das pistas, o que alimentou uma rivalidade intensa e duradoura. Mesmo após o fim de suas carreiras, o contraste entre os dois ainda é lembrado como símbolo de uma era de ouro do automobilismo.
O desejo de correr ao lado de Senna
Em entrevista ao Motorsports Talk, Nelson Piquet revelou que, durante o auge de sua carreira, gostaria de ter Ayrton Senna como companheiro de equipe. Segundo ele, a convivência entre os dois seria desafiadora, mas também empolgante. O tricampeão afirmou: “Na minha era boa, eu queria o Senna comigo. Ia ser um negócio bom. Eu ia deixar ele doidinho.” A declaração surpreende, considerando o histórico de provocações entre os dois pilotos.
A condição imposta por Piquet
Apesar do interesse em dividir a equipe com Senna, Piquet impôs uma condição clara: isso só seria possível enquanto ele estivesse em seu melhor momento nas pistas. O piloto afirmou que seu auge terminou em 1986, período em que ainda se sentia plenamente confiante em sua performance e no desempenho dos carros da Brabham. Depois desse ano, segundo o próprio Piquet, ele já não mantinha o mesmo ritmo competitivo.
Um encontro que quase aconteceu
Embora nunca tenham sido companheiros de equipe, Senna chegou a testar um carro de Piquet em 1983, quando pilotou uma Brabham no circuito de Paul Ricard, na França. O desempenho de Senna foi positivo, mas a parceria nunca saiu do papel. Há quem acredite que o próprio Piquet tenha influenciado a decisão, evitando dividir espaço com o jovem talento que começava a se destacar na categoria.




