A Petrobras conseguiu em outubro do ano passado uma licença ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para dar início à fase de pesquisas do bloco FZA-M-59. A área fica localizada a cerca de 500 km da foz do Rio Amazonas e tem grande potencial pretolífero.
De acordo com a Petrobras, a faixa marítima da Margem Equatorial brasileira é vista como promissora no que diz respeito à exploração de recursos energéticos fósseis, como petróleo e gás. As águas vão até a foz do Rio Oiapoque, que vai do extremo norte do Amapá até o litoral do Rio Grande do Norte.

A empresa petrolífera iniciou o ano de 2026 realizando o trabalho de perfurar os poços de hidrocarbonetos com o objetivo de garantir que o empreendimento possa ser feito. No entanto, os trabalhos foram interrompidos de forma temporária após o poço de Morpho ter tido um vazamento de fluido de perfuração, que é biodegradável e possui baixa toxicidade. A Petrobras garante que o vazamento já foi contido.
Obras da Petrobras causam expectativa no Norte do Brasil
Na região, a expectativa é de que a exploração do novo recurso transforme o dia a dia dos moradores locais, especialmente de alguns municípios do Amapá, como Oiapoque, o que fica mais próximo do empreendimento. Segundo reportagens da ‘CNN’ e da ‘BBC’, os royalties do petróleo prometem ajudar a desenvolver as cidades próximas.
De acordo com os estudos feitos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a atividade petrolífera na Margem Equatorial pode indicar um aumento de até 61,2% do PIB do Amapá. A projeção indica que mais de 490 mil postos de trabalhos formais sejam criados nos municípios de Oiapoque, Calçoene, Amapá, Macapá, Itaubal e Santana, além de valorizar os setores imobiliário e turístico da região.





