A possibilidade de uma nova greve de caminhoneiros entrar em vigor no Brasil volta a preocupar as autoridades diante da alta recente no preço do diesel e de insatisfações da categoria com o valor do frete. O cenário reacende lembranças de 2018, quando a paralisação provocou desabastecimento e forte impacto na economia brasileira. Na época, o valor do combustível escalou para R$ 10,56.
Assim como naquele período, trabalhadores cobram melhorias nas condições de trabalho e maior fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo do frete. Ao mesmo tempo, cresce o temor de que postos de combustíveis pratiquem preços elevados, ampliando ainda mais os custos para quem depende do transporte rodoviário.
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, afirmou que a categoria aguarda a publicação de uma medida provisória anunciada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, para decidir se haverá paralisação nos próximos dias. Segundo ele, a definição deve ocorrer até esta sexta-feira (20). “O ministro disse que iriam fazer o que a gente vem lutando há quase oito anos, que é o travamento eletrônico dos fretes”, afirmou.
Possível nova greve dos caminhoneiros gera temor no país
De acordo com Landim, as medidas apresentadas pelo governo, que incluem maior fiscalização e o chamado “travamento eletrônico” dos fretes, atendem parcialmente às demandas. Ainda assim, permanece a preocupação com o possível desabastecimento de diesel, agravado pelo cenário internacional e pela instabilidade no Oriente Médio. O temor é que a gasolina volte a custar algo em torno de R$ 10.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis apontam que o combustível subiu 11,8% em uma semana, impulsionado pela tensão envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O aumento elevou entre 4,8% e 7% o piso do frete, mas caminhoneiros afirmam que os valores não estão sendo respeitados, o que intensifica a mobilização por uma possível greve nacional.





