A construção da Ferrovia de Mato Grosso (FMT), considerada a maior obra ferroviária em andamento no país, alcançou 73% de execução física e segue em ritmo acelerado, com avanço médio de cerca de 1 km de trilhos por dia. O projeto, conduzido pela empresa Rumo Logística, é visto como peça-chave para modernizar a logística de escoamento da produção agrícola na região Centro-Oeste do Brasil.
Com 743 km de extensão planejados, a ferrovia envolve investimentos na ordem de R$ 5 bilhões e deve iniciar a operação parcial entre julho e setembro de 2026, com um primeiro trecho de 162 km inaugurado. A obra surge como uma alternativa estratégica para reduzir a forte dependência do transporte rodoviário em uma das regiões mais produtivas do agronegócio nacional.

O traçado parte do município de Rondonópolis e avança em direção à BR-070, cruzando áreas de intensa produção agrícola. A proposta é conectar diretamente essas regiões aos principais corredores de exportação, com acesso facilitado a portos como Porto de Santos e Porto de Paranaguá, além das estruturas do Arco Norte.
Nova ferrovia do Brasil recebe bilhões em investimentos
A expectativa é reduzir custos logísticos em um cenário onde cerca de 60% do transporte ainda ocorre com o uso de caminhões. Em áreas próximas a Gaúcha do Norte, por exemplo, a produção conjunta de municípios vizinhos chega a aproximadamente 5 milhões de toneladas de grãos por ano, atualmente dependentes exclusivamente das rodovias.
Para viabilizar o projeto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 2 bilhões para o primeiro trecho. A Rumo Logística projeta novos aportes ao longo de 2026, podendo alcançar até R$ 6,1 bilhões em investimentos totais, consolidando a ferrovia como o principal eixo de expansão da companhia e um vetor relevante para a competitividade do agronegócio brasileiro.





