Ao final do ano passado, foi oficializada a assinatura do contrato entre o Governo Federal e o Consórcio Ponte Rio Uruguai-RS, responsável pela construção da Ponte Internacional entre Porto Xavier (Brasil) e San Javier (Argentina). A parceria foi revelada pelo diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
De acordo com o projeto, será destinado um aporte de R$ 214,7 milhões, visando a construção da ponte que terá 950 metros de extensão, com acessos de 900 metros na margem brasileira e 500 metros no território argentino. Na prática, a estrutura irá beneficiar o comércio internacional, o transporte de cargas e o turismo.

O novo corredor de exportação promete transformar a economia de ambos os países, especialmente por colocar a travessia por meio do Rio Uruguai em segundo plano. Atualmente, o cruzamento entre as cidades é realizado com o auxílio de balsas, que geram filas, atrasos de até 72 horas para caminhões e custos extras. Todo o combo tem prejudicado a competitividade das empresas e o escoamento da produção agrícola.
Por consequência da assinatura do contrato, o corredor logístico entre Brasil e Argentina prevê a redução dos custos de transporte, além de atrair indústrias para o noroeste gaúcho. Conforme as estimativas, a tendência é de que haja um aumento de 30% no comércio exterior da região, desafogando outras fronteiras como Uruguaiana e São Borja, além da geração de cerca de 200 empregos diretos durante a construção.
Mais detalhes sobre a obra
O elo criado entre o Governo Federal e o Consórcio Ponte Rio Uruguai-RS prevê os estudos de engenharia, os acessos nas duas margens, a infraestrutura aduaneira e o cumprimento de todas as exigências ambientais, além de apoio nas desapropriações e reassentamentos. Apesar da expectativa dos moradores e trabalhadores locais, as obras devem começar apenas no segundo semestre de 2026.
A demora ocorre devido à necessidade de conseguir o licenciamento ambiental, que normalmente leva até um ano. Nesse ínterim, a papelada pode ser agilizada em aproximadamente cinco meses, já que parte da documentação foi protocolada anteriormente junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).





