A nova Ponte da Integração, entre Brasil e Paraguai, começou a operar cercada de discussões. A liberação parcial e cerimônias em dias distintos reacenderam debates sobre regras e prazos.
No lado brasileiro, a inauguração ocorreu na sexta-feira, em Foz do Iguaçu, com presença do presidente Lula. Já o Paraguai realizou seu evento oficial no sábado, em Presidente Franco.
A diferença de datas evidenciou abordagens distintas sobre o início do uso da ponte. Enquanto o Brasil adotou cautela, o Paraguai defendeu um aproveitamento mais amplo desde já.

Pedido para ampliar circulação na fase de testes
Durante a cerimônia paraguaia, o presidente Santiago Peña destacou a importância histórica da obra. Segundo ele, a ponte marca uma nova etapa após seis décadas da Ponte da Amizade.
Além do discurso simbólico, o Governo Paraguaio anunciou que fará um pedido formal ao Brasil. A solicitação busca liberar veículos leves ainda durante o período de testes.
A ideia é permitir que carros de passeio utilizem a estrutura antes da abertura total. Para o Paraguai, isso ajudaria a reduzir filas e daria mais fluidez à fronteira.
Atualmente, o cronograma prevê apenas caminhões vazios circulando no período noturno. A proposta paraguaia tenta acelerar essa transição inicial de uso.
Cronograma gradual e impacto regional
Segundo o planejamento original, em cerca de 30 dias o tráfego será ampliado para ônibus de turismo. A liberação total dependerá da avaliação técnica dos órgãos envolvidos.
A ponte é a segunda ligação rodoviária entre os dois países na Tríplice Fronteira. Ela surge como alternativa à saturada Ponte Internacional da Amizade.
Autoridades brasileiras defendem que a fase de testes seja cumprida integralmente. O argumento é garantir segurança e ajustes operacionais antes de ampliar o fluxo.
Do lado paraguaio, a expectativa é antecipar benefícios econômicos e turísticos. A nova ligação é vista como estratégica para Presidente Franco e cidades vizinhas.





