Um novo esquema de furto conhecido como “golpe da mostarda” passou a preocupar passageiros do transporte público após relatos de vítimas em ônibus de São Paulo. A prática, que já era registrada em outros países contra turistas, consiste em criar uma distração com sujeira na roupa da vítima para facilitar o roubo de celulares, bolsas e outros pertences pessoais.
Segundo relatos reunidos pela imprensa, a ação costuma envolver mais de uma pessoa. Primeiro, um criminoso derrama um líquido parecido com vômito ou alguma substância sobre a vítima sem que ela perceba. Em seguida, outro integrante do grupo alerta sobre a sujeira e se oferece para ajudar na limpeza. Enquanto a pessoa tenta entender o ocorrido, um terceiro suspeito aproveita a confusão para furtar objetos de valor.

As vítimas afirmam que tudo acontece em poucos segundos e gera sensação de choque e desorientação. O caso ganhou repercussão após vídeos nas redes sociais relatarem experiências dentro de ônibus da capital paulista. Pessoas afetadas disseram ter percebido o furto apenas depois que os suspeitos desceram do veículo.
Golpe da mostarda vira preocupação em transporte público
Autoridades informaram registros recentes de ocorrências semelhantes e investigações foram abertas para identificar os envolvidos. Já especialistas em segurança recomendam evitar aceitar ajuda de desconhecidos em situações inesperadas, manter mochilas e bolsas fechadas e posicionadas à frente do corpo, além de redobrar a atenção quando alguém tentar criar urgência ou insistir em contato físico.
Em caso de furto, a orientação é registrar boletim de ocorrência rapidamente, bloquear aplicativos bancários e inutilizar o aparelho celular por meio do IMEI ou ferramentas oficiais de segurança. Embora o nome fale de mostarda, o golpe pode usar diferentes substâncias para provocar distração. O objetivo permanece o mesmo: desviar a atenção da vítima por alguns instantes, tempo suficiente para o furto acontecer sem resistência.



