Em 2024, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) alertou sobre um problema recorrente na documentação que impedia o recebimento de garantias por parte dos credores. Até aquele momento, cerca de 569 mil pedidos de garantia haviam sido registrados na plataforma, mas muitos enfrentavam dificuldades devido a erros na documentação apresentada.
Para receber o valor garantido, os credores precisavam enviar uma foto de um documento de identificação. O FGC aceitava documentos como RG, CNH, RNE e CRNM. Documentos de órgãos federais, estaduais ou municipais não eram aceitos. Além disso, a documentação não poderia estar vencida nem ter sido emitida há mais de dez anos.

Problemas com a validação da documentação
O FGC também destacou que a qualidade das fotos era crucial para a validação. Selfies desfocadas ou fotos de documentos ilegíveis resultavam na rejeição do pedido. Os credores eram orientados a repetir o processo de envio apenas uma vez, caso a primeira tentativa não fosse bem-sucedida.
A iluminação inadequada poderia afetar a clareza das imagens, e recomendações incluíam desabilitar o modo noturno do celular e escolher locais bem iluminados para tirar as fotos. Após a conclusão do pedido de garantia, que envolvia cadastro, validação de identidade e assinatura digital, o prazo para o pagamento era de até 48 horas.
Contudo, esse prazo poderia ser estendido se houvesse inconsistências nas informações cadastrais ou falhas na validação de identidade. O número de credores inicialmente estimado em 1,6 milhão foi revisado para cerca de 800 mil. O valor total a ser pago em garantias foi ajustado para R$ 40,6 bilhões, uma leve redução em relação à estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões.




