A língua popular brasileira é cheia de expressões que podem despertar curiosidade até dos próprios brasileiros. Uma das mais famosas, especialmente no Sul do país, é a expressão “na capa da gaita”. Mesmo parecendo divertida, a expressão indica algo mais sério e nada confortável.
Estar “na capa da gaita” é um jeito popular de afirmar que ou quando alguém se sente muito cansado, esgotado, debilitado ou enfrentando uma situação difícil. Ou seja, quer falar sobre alguém que “na capa da gaita”, é uma pessoa no limite.
Não se sabe a origem exata dessa fala, mas o tom é claro: “capa da gaita” indica uma coisa frágil, fina. Quem se encontra somente na “capa”, é uma pessoa já no último estágio antes de colapsar, como se já restasse apenas a casca.
No dia a dia, ela está inserida em falas como: “Depois daquela maratona de trabalho, fiquei na capa da gaita” ou “Fulano tá na capa da gaita de tanto correr atrás das contas”. É uma forma dos brasileiros de combinar humor e drama para falar sobre a realidade difícil.
Pesquisadores revelam benefícios da cafeína
Geralmente, quando o assunto é cafeína, ela está sempre presente em contexto negativo por causa dos perigos do seu excesso. Porém, a cafeína não é a vilã que todos pensam. Uma pesquisa da Universidade Queen Mary de Londres, no Reino Unido, informou que o consumo da substância pode oferecer benefícios, como atuar na retardação do envelhecimento das células.
No começo, a hipótese dos cientistas era que a cafeína auxiliava as células a viverem mais pois ele ativava um regulador de crescimento intitulado alvo da rapamicina. Esse regulador atua informando as células quando elas devem crescer. Mas, os pesquisadores entenderam que a cafeína não atua de forma direta sobre esse interruptor.
O que a pesquisa descobriu foi que a cafeína atua ativando um antigo sistema medidor de combustível celular chamado AMPK. A AMPK age quando as nossas células não estão com muita energia.
Segundo a Revista Galileu, os pesquisadores realizaram testes com modelo de levedura de fissão, organismo unicelular semelhantes os de células humanas. Por causa desses testes, eles desvendaram que o efeito da cafeína sobre a AMPK é o que causa influencia sobre como as células crescem, reparando o DNA e respondendo ao estresse, fatores associados ao envelhecimento e às doenças.
“Essas descobertas ajudam a explicar por que a cafeína pode ser benéfica para a saúde e a longevidade”, disse o pesquisador de pós-doutorado líder da pesquisa, John-Patrick Alao, publicada na Microbial Cell. De acordo com Alao, essa pesquisa traz possibilidades para estudos futuros sobre como eles influenciam os efeitos da cafeína diretamente.




