Outrora considerada a melhor operadora de telefonia do Brasil, a Oi pode perder todo o prestígio para as concorrentes Claro e Vivo. Em recuperação judicial desde 2016, a empresa, no início de novembro, informou às autoridades que pode ter chegado a um ponto de insolvência. Em outras palavras, isso significa que não há condições de sanar as dívidas e nem cumprir o plano de recuperação aprovado pela Justiça.
Conforme comunicado, o gestor judicial Bruno Rezende e a própria empresa reconheceram que o Grupo Oi não tem capacidade de gerar fluxo de caixa suficiente para honrar compromissos e manter suas operações normalmente. Dessa forma, a operadora solicitou ao juiz que, caso seja decretado o fim de suas atividades, o grupo seja autorizado a continuar atuando de forma provisória.

Embora o pedido gere questionamentos, tem a finalidade de garantir a manutenção dos serviços públicos essenciais prestados pela companhia, como telefonia e internet. Essa metodologia tende a auxiliar no processo de transferência integral das operações para outras empresas ou concessionárias, podendo, inclusive, ser realocadas para Claro e Vivo.
A solicitação foi direcionada à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável pelo processo da companhia e suas subsidiárias (Portugal Telecom International Finance B.V. e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A.). Os representantes da empresa estão confiantes, já que o artigo 99, inciso XI, da Lei de Recuperação Judicial e Falência (11.101 de 2005), permite a continuidade temporária das atividades.
O que as concorrentes Claro e Vivo podem esperar?
Diante da decisão favorável em prol do pedido de liquidação judicial, a Oi deixará de tentar se recuperar e passará a encerrar suas atividades de forma coordenada, com a venda de ativos para pagar credores. Porém, em caso de autorização de continuidade provisória, os serviços aos clientes não serão paralisados de imediato, permanecendo em operações até que a transição seja concluída.
A título de curiosidade, a empresa de telefonia já chegou a se desfazer de suas operações móveis e parte de sua infraestrutura de fibra óptica para reduzir as pendências financeiras. No entanto, ainda assim permaneceu com alto endividamento e dificuldades de atrair receita suficiente para cumprir o plano de recuperação traçado anteriormente.





