Apesar de seu forte apelo no âmbito da fé cristã, o padre Reginaldo Manzotti surpreendeu o público que acompanha sua trajetória como ministro religioso da Igreja Católica. Durante entrevista cedida ao podcast brasileiro Inteligência Ltda., o sacerdote fez projeções sobre a forma como o mundo se apresentará, dando ênfase ao fato de que presbíteros casados vão ser ordenados.
Para entender a polêmica criada por Manzotti, a Igreja Católica de Rito Latino instituiu que padres não podem se casar após a ordenação e devem viver o celibato. Nesse cenário, Reginaldo defende a devoção como um “dom” e uma entrega total ao sacerdócio, mas reconhece que a ordenação de homens casados pode se tornar realidade no futuro da comunidade.

“Hoje eu não conseguiria ser casado, porque eu sou tão dedicado 24 horas por dia ao meu trabalho, que dificilmente se encaixaria uma pessoa ao meu lado. No futuro, eu acredito que padres serem casados é algo inevitável, apesar de eu achar que ser casto é algo que eu vejo como grande virtude. Você realmente foca todas suas energias em Deus”, defendeu ele.
Para sustentar seu posicionamento, Reginaldo Manzotti destacou uma passagem da Bíblia em que afirma que São Pedro era casado. Segundo ele, a igreja colocou como uma orientação o não-casamento, não como uma obrigação. No entanto, relembrou que a decisão sobre a mudança dos hábitos foi oficialmente decretada como lei em 1500, no Conselho de Trento.
Padre revela relacionamento antigo
Embora reconhecesse que falas pudessem ser distorcidas, não temeu ao abrir o jogo sobre a sua vida pessoal. Confortável diante das perguntas feitas no podcast, revelou que, enquanto ainda estava se formando, embarcou em um namoro. Como resultado da imparcialidade em torno da situação, chegou a considerar abandonar o seminário.
“Eu tive namorada e, naquele período, eu achava que ia deixar o seminário para ficar com ela. Tinha um sonho de construir uma família e abri mão para ser padre, e não me arrependo”, explicou Reginaldo Manzotti, que atualmente decreta dedicação total ao papel de ministro religioso da Igreja Católica.


