Considerada a nação com o maior número de ogivas nucleares do mundo, a Rússia teve seu arsenal dinamizado no passado por outro país. Isso porque, quando a Ucrânia, recém-independente, saiu das sombras de Moscou no início dos anos 1990, Kiev se desfez das armas nucleares.
No dia 5 de dezembro de 1994, a Ucrânia entregou todo o seu material nuclear como garantia de segurança dos Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia. Para sacramentar a troca das cessões, uma cerimônia ocorreu em Budapeste, com a Bielorrússia e Cazaquistão também entregando suas munições.

A título de curiosidade, os mísseis pertenciam à União Soviética, não às suas antigas repúblicas recém-independentes. Contudo, um terço do estoque nuclear da URSS estava localizado em solo ucraniano, e a entrega das armas foi um marco do reconhecimento internacional.
“As promessas de garantias de segurança que [nós] demos a essas três nações… ressaltam nosso comprometimento com a independência, soberania e integridade territorial desses estados”, disse o então presidente dos EUA, Bill Clinton, em Budapeste.
Reviravolta entre Rússia e Ucrânia
O detalhe desastroso é que a entrega das armas à Rússia não fortaleceu a parceria com a Ucrânia. Pelo contrário. Duas décadas depois do acordo, em 24 de fevereiro de 2022, os russos iniciaram os ataques ao território ucraniano, inclusive bombardeando a capital Kiev.
Justificando os ataques à nação adversária, os russos defendiam a presença militar em torno da Ucrânia com milhares de tropas, veículos e equipamentos. Nesse ínterim, o presidente Vladimir Putin apresentou à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) uma lista de exigências de segurança.
A principal correspondia que a Ucrânia nunca integrasse o bloco militar ocidental, pois a Rússia entende a expansão do grupo como uma ameaça à sua integridade territorial. Em contrapartida, a Ucrânia negou a atuação de grupos neonazistas em seu território, solicitando a outros países sanções contra a Rússia e o envio de equipamentos militares para defesa pessoal.
Três anos após o início dos confrontos, não há indícios de que as duas nações irão encontrar uma solução para a queda de braço. No início de setembro deste ano, a Rússia fez o maior ataque aéreo a Kiev desde o início da guerra, com mais de 800 drones atingindo a capital da Ucrânia. Ao menos cinco pessoas morreram no país apenas nessa empreitada.
Quais as nações com os maiores arsenais nucleares?
- 1º lugar: Rússia – 5.580 ogivas nucleares;
- 2º lugar: Estados Unidos – 3.708 ogivas nucleares;
- 3º lugar: China – 500 ogivas nucleares;
- 4º lugar: França – 290 ogivas nucleares;
- 5º lugar: Reino Unido – 225 ogivas nucleares;
- 6º lugar: Índia – 172 ogivas nucleares;
- 7º lugar: Paquistão – 170 ogivas nucleares;
- 8º lugar: Israel – 90 ogivas nucleares;
- 9º lugar: Coreia do Norte – 50 ogivas nucleares.





