Nesta quarta-feira (28), o Irã devolveu as ameaças realizadas pelo presidente Donald Trump, reforçando sua posição de embate com os Estados Unidos. Por meio de uma postagem na rede social X, o conselheiro sênior do khamenei Ali Shamkhani, afirmou que todo e qualquer ataque das tropas estadunidenses será considerado o início de uma guerra.
Conforme autorização do republicano, uma frota militar norte-americana está sendo realocada em direção ao Oriente Médio. Entendendo que o cenário atual demanda cautela, alguns representantes de Teerã, no passado, chegaram a afirmar que o diálogo com os Estados Unidos tinha sido criado, com “respeito mútuo e nos interesses comuns, mas se pressionado, se defenderá e responderá como nunca antes“.

“Um ataque limitado é uma ilusão. Qualquer ação militar dos EUA, de qualquer origem e em qualquer nível, será considerada o início de uma guerra e sua resposta será imediata, abrangente e sem precedentes, visando o agressor, o coração de Tel Aviv e todos os apoiadores do agressor”, declarou o alto funcionário do governo iraniano.
Diante do entrave, os governos russo e chinês ligaram o sinal de alerta. Embora sejam apenas parceiros estratégicos e comerciais do Irã, temem que uma nova guerra comprometa a troca de benefícios. Em resumo, a Rússia oferece cooperação militar e política, especialmente após sanções ocidentais, enquanto a China tem elo econômico estratégico, incluindo no ramo de energia e infraestrutura.
Postura dos Estados Unidos
Antes do posicionamento do Irã, o presidente Donald Trump afirmou estar disposto a realizar uma operação militar no país caso Teerã não aceite fechar um acordo nuclear com Washington. Por meio de uma publicação na rede Truth Social, o norte-americano explicou que ter as tropas estadunidenses como adversárias será “muito pior”.
“Esperamos que o Irã se sente à mesa de negociações o mais breve possível e chegue a um acordo justo e equitativo – sem armas nucleares – um acordo que seja bom para todas as partes. O tempo está se esgotando, é realmente essencial! Como eu disse ao Irã uma vez, façam um acordo! Eles não fizeram e houve a “Operação Martelo da Meia-Noite”, uma grande destruição do Irã. O próximo ataque será muito pior! Não deixem isso acontecer novamente”, escreveu o republicano.





