Ao final do ano passado, o governo australiano fez história ao se tornar o primeiro país a proibir o uso de redes sociais por parte de crianças menores de 16 anos. Como resultado da legislação, acessos a plataformas como Instagram, TikTok, YouTube e Facebook foram bloqueados. Por outro lado, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que pretende fazer o mesmo.
No último sábado (24), o Chefe de Estado surgiu no BFMTV (BFM TV), canal de notícias mais assistido na França, para revelar passos importantes diante da reeducação das redes sociais para crianças. Segundo Macron, a proibição será decretada para menores de 15 anos, entrando em vigor antes do início do próximo ano letivo, em setembro.

Embora a decisão tenha gerado grande repercussão entre os franceses, o presidente esclareceu que a iniciativa tem a finalidade de proteger crianças e adolescentes dos efeitos das plataformas digitais. Como forma de potencializar a segurança desses indivíduos, Emmanuel ainda defendeu a proibição do uso de celulares nos colégios de ensino médio.
“Os cérebros de nossas crianças e adolescentes não estão à venda. As emoções deles não estão à venda nem para serem manipuladas, seja por plataformas americanas ou por algoritmos chineses. Estamos proibindo as redes sociais para menores de 15 anos e vamos proibir os celulares em nossos colégios de ensino médio. Acredito que essa é uma regra clara”, disparou o Chefe de Estado.
Proibição da Austrália
Servindo como exemplo para as demais nações, a Austrália impôs o bloqueio ao acesso das crianças a dez das maiores redes sociais da atualidade. Grande parte das empresas de tecnologia reprovou a metodologia, alegando que a liberdade de expressão foi cerceada. Em contrapartida, o governo estabeleceu que quem descumprir a medida terá que pagar multas que podem chegar a 49,5 milhões de dólares australianos, cerca de R$ 183,2 milhões.




