Em termos de Produto Interno Bruto (PIB) nominal, o Brasil corresponde ao país mais rico da América do Sul, representando mais de 50% de toda a produção econômica da região. No entanto, uma nação vizinha vem ascendendo, especialmente no tocante ao setor imobiliário. Aliando a fronteira com a oferta de residência, o Paraguai recebeu mais de 17 mil brasileiros somente em 2025.
Conforme o mutirão MigraMóvil, realizado em Ciudad del Este, o país fronteiriço tornou-se o destino regional mais assertivo para quem busca menos burocracia e baixos custos operacionais. Para uma melhor compreensão da façanha, em poucos dias, entre mil e 1,2 mil pessoas passaram pelo Centro Cultural Mangoré, sendo aproximadamente 90% brasileiras.

Na prática, enquanto o protocolo convencional de migração pode demorar até quatro meses, no mutirão a agilidade ganha destaque, fator refletido na emissão dos documentos em menos de uma semana. Com a validação em mãos, a residência temporária é sacramentada, permitindo que os interessados trabalhem, empreendam e realizem operações imobiliárias em um período de dois anos.
Com as portas sendo abertas para interligar as nações, o governo do Paraná e a Universidad Nacional del Este decidiram se unir para criar um hub binacional de inovação. Em outras palavras, a região promete ser vista como um centro de transformação de soluções tecnológicas voltadas à segurança pública, turismo, empreendedorismo e gestão pública.
“A universidade sempre produziu pesquisa e tecnologia, mas muitas vezes isso não chegava à população. Agora temos a chance de transferir conhecimento e aplicar soluções reais na região de fronteira [com o Brasil]”, comemorou o professor Walter Duarte Maldonado, decano da Faculdade Politécnica da Universidad Nacional del Este.
Residência ofertada não é o único atrativo
Ainda que o Brasil seja a maior economia do continente, não assume o mesmo prestígio que o Paraguai em termos de compensação financeira aos trabalhadores. Isso porque a nação vizinha, composta por aproximadamente 7 milhões de pessoas, instituiu salário mínimo de 434,86 dólares, o que corresponde a aproximadamente R$ 2.296,97, na cotação atual.
Em contrapartida, o estudo divulgado pelo governo do México afirma que o país de melhor classificação é o Uruguai. A nação em questão dispõe de um mínimo de 629,04 dólares (cerca de R$ 3.322,65), seguida pelo Chile (565,95 dólares) e México (536,62 dólares). Na prática, a dinâmica mostra que o território brasileiro ainda carece de legislações que priorizem o esforço do trabalhador.





