Autoridades de saúde alertam aos brasileiros que pretendem viajar para acompanhar a Copa do Mundo de 2026 devem verificar a situação vacinal contra o sarampo antes do embarque. A recomendação ganhou força diante do aumento de casos nos países que sediarão o Mundial, Estados Unidos, México e Canadá, que concentram grande parte dos registros recentes da doença nas Américas.
Embora o Brasil tenha recuperado em 2024 o certificado de país livre da circulação do vírus, especialistas afirmam que casos importados continuam sendo identificados. O principal risco está relacionado à baixa cobertura vacinal, fator que pode favorecer a volta da transmissão em território brasileiro. Neste ano, novos registros da doença já acenderam o alerta das autoridades sanitárias.

O Ministério da Saúde orienta aos viajantes a atualizarem a caderneta de vacinação antes de saídas internacionais. A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente pelo SUS e o ideal é que seja aplicada ao menos 15 dias antes da viagem. Crianças entre 6 e 11 meses podem receber a chamada dose zero, enquanto pessoas de 1 a 29 anos precisam de duas doses e adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma aplicação.
Países-sede da Copa do Mundo registram casos de sarampo
A imunização utilizada é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Além da proteção individual, manter a vacinação em dia ajuda a evitar a reintrodução do vírus no país, reduzindo riscos de novos surtos após o retorno de viajantes vindos do exterior.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa transmitida pela fala, tosse ou respiração. Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, tosse persistente, coriza, olhos avermelhados e manchas vermelhas pelo corpo, geralmente iniciadas no rosto. Em casos graves, a infecção pode provocar pneumonia, encefalite e até levar à morte, exigindo atendimento médico imediato diante de sinais suspeitos.




