Depois de ficar por quatro décadas desaparecido do seu habitat natural, o pássaro sihek (Todiramphus cinnamominus), também chamado de martim-pescador de Guam, voltou a voar em liberdade. Símbolo da ilha de Guam, no Pacífico Oriental, o pássaro tinha sido praticamente extinto depois que a a cobra-árvore marrom (Boiga irregularis) foi introduzida acidentalmente na região na década de 1940.
Esse predador comia os ovos e filhotes das aves, o que diminuiu consideravelmente a população do sihek nos anos seguintes. Na década de 1980, pesquisadores e cientistas entraram em cena para tentar preservar a espécie. Ao todo, foram 29 aves retiradas da natureza, que passaram a ser criadas em cativeiro desde então.

O dia 23 de setembro de 2024 foi marcante, pois seis desses pássaros conseguiram a liberdade em uma área de floreta protegida, sem a presença de predadores. As equipes da Zoological Society of London’s Whipsnade, na Inglaterra, com a ajuda de outros zoológicos, ficaram responsáveis por cuidar da espécie e deixar os sihek prontos para voltar à natureza.
Pássaros quase extintos voltam à natureza após 4 décadas
Ainda em 2024, foi encontrado o primeiro ovo selvagem da espécie depois de 37 anos, depositado por um casal chamado de Tutuhan e Hinanao. “Agora, elas estão até botando ovos por conta própria. É um avanço incrível”, comemorou o biólogo Martin Kastner, da Nature Conservancy e da Sociedade Zoológica de Londres.
As jovens aves libertadas seguem sendo monitoradas pelas equipes de pesquisadores no que diz respeito à evolução da reprodução e dos filhotes. O plano é ampliar a população dos pássaros e que outros deles sejam soltos na natureza ao longo do tempo. Por fim, a expectativa é de que os sehik possam voltar à ilha de Guam daqui a alguns anos.





