Depois de 28 anos de concessão privada, as rodovias do Polo de Pelotas, no Rio Grande do Sul, amanheceram sem pedágio nesta quarta-feira (4). À meia-noite, chegou ao fim o contrato da Ecovias Sul, que durante o período administrou 456 km das BR-116 e BR-392. Com o encerramento, a tarifa de R$ 19,60, considerada uma das mais altas do país, deixou de ser cobrada nas cinco praças do trecho.
As cancelas foram erguidas simbolicamente à 0h, marcando a transição da gestão. O trecho compreende a BR-116 entre Camaquã e Jaguarão e a BR-392 entre Santana da Boa Vista e Rio Grande. A partir de agora, a responsabilidade pelas rodovias passa a ser do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que assume a administração até a definição de uma nova concessão no estado.

Apesar do fim da cobrança, o tráfego não flui livremente por todas as faixas. A estrutura física das praças permanece instalada, e cones e balizadores direcionam os veículos para as pistas externas, antes utilizadas por motoristas com o sistema de cobrança automática. A orientação é reduzir a velocidade nos pontos de passagem, já que ainda são necessárias manobras para atravessar as cancelas abertas com segurança.
Pedágio mais caro do Brasil é interrompido no Sul
Com a mudança, também há alteração nos serviços oferecidos aos condutores. O Dnit vai atuar como gestor e fiscalizador, ficando responsável pela manutenção e conservação das rodovias e do patrimônio público. Serviços típicos de contratos de concessão, como atendimento médico emergencial e ambulâncias de plantão, deixam de ser disponibilizados diretamente na estrada.
Para suprir essa lacuna, a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, em conjunto com a Secretaria da Segurança Pública e a Polícia Rodoviária Federal, estruturou um plano de contingência. Durante o período de transição, ocorrências serão atendidas pelo Samu, via centrais estadual ou de Pelotas. Onde não houver cobertura, o acionamento deverá ser feito ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.





