O Brasil, definitivamente, não é para os fracos. Imagina que você mora em uma cidade onde o(a) prefeito(a) e o(a) vice são afastados(as) dos cargos por uma suspeita de desviar R$ 56 milhões dos cofres públicos. Já seria algo catastrófico para o município, mas se tornou rotina até no território nacional.
A grande surpresa vem depois. Como houve o afastamento, quem tem de assumir o cargo de prefeito, de forma interina, é o presidente da Câmara que está em prisão domiciliar. Parece bizarro, porém, é a realidade em um município do Brasil no estado do Maranhão: Turilândia.
Na última sexta-feira (26), o Presidente da Câmara Municipal, José Luís Araújo Diniz (União Brasil), conhecido como Pelego, “ganhou” o posto de prefeito interino. Ele, no entanto, está em prisão domiciliar e só tem liberação para sair de casa quando for exercer a função de prefeito interino.
Pelego só assume a Prefeitura de Turilândia pois o prefeito Paulo Curió (União Brasil) e a vice Tânya Mendes (PRD) foram afastados pelo Tribunal de Justiça de Maranhão. Segundo o g1, os dois são suspeitos de desviar R$ 56 milhões durante o mandato. Quem será a vice? Outra pessoa em prisão domiciliar.
A companheira de Pelego será a vereadora Inailce Nogueira Lopes (União Brasil), vice-presidente da Câmara Municipal. A história não melhora, infelizmente para quem mora em Turilândia. A população cidade elege 11 vereadores, dois estão em prisão domiciliar. Dos 9 restantes, mais quatro também cumprem prisão domiciliar.
São eles: Gilmar Carlos (União Brasil); Savio Araújo (PRD); Mizael Soares (União Brasil); Ribinha Sampaio (União Brasil). Mais da metade dos vereadores de Turilândia estão envolvidos no caso. Esses quatro, inclusive, se entregaram às autoridades durante a operação que diz respeito a desvios do dinheiro público.





