O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, depôs junto à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre possíveis irregularidades na instituição na última quinta-feira (5). O executivo contou que há um trabalho em andamento para devolver os recursos aos aposentados que haviam sido lesados pelas associações fraudulentas.
De acordo com ele, o prazo para fazer o pedido de devolução está em aberto e vai durar até o dia 14 de março. Ao todo, mais de 6,3 milhões de beneficiários já procuraram o INSS buscando o ressarcimento dos recursos. Do montante total, já foram devolvidos algo em torno de R$ 2,9 bilhões aos aposentados e pensionistas.

“Basta ele contestar e basta ele falar: “Aceito o acordo”. Quando ele aceita o acordo, três dias depois é depositado na sua conta benefício sem a necessidade intermediário, sem deságio, sem nada que ele venha perder com corrigido pelo IPCA. Isso foi devolvido a 4.2 milhões de brasileiros”, declarou Gilberto Waller durante o depoimento à CPMI. Ele está no cargo desde abril de 2025, após o início da operação Sem Desconto contra o esquema fraudulento.
Presidente do INSS revela dados oficias à CPMI
Na sequêcia, o presidente do INSS recordou que há 63 milhões de empréstimos consignados vigentes no Brasil, considerando que é um país com cerca de 44 milhões de aposentados. De acordo com Gilberto Waller, os números mostram que há muitos beneficiários que possuem mais de um contrato vigente, o que ajudou a provocar essa crise institucional.
Gilberto Waller garantiu que adotou medidas para reverter o cenário, especialmente contra os bancos que tiveram o maior número de reclamações dos usuários. O presidente do INSS disse ainda que vários acordos de cooperação técnica não foram renovados. Em maio de 2025, o INSS estabeleceu novas normas para deixar o processo de empréstimo mais rigoroso, com exigência de biometria ao invés de apenas login e senha.





