Uma alternativa de transporte aos trens-bala capaz de atingir até 225 km/h começou a ganhar força na Califórnia. Batizado informalmente de “ônibus-bala”, o projeto estuda o uso de ônibus de alta velocidade em corredores exclusivos nas rodovias, reduzindo custos de infraestrutura em comparação às ferrovias tradicionais e prometendo viagens mais rápidas entre grandes cidades do estado americano.
A proposta está sendo analisada pelo Departamento de Transporte da Califórnia (Caltrans), que avalia veículos capazes de circular entre 80 e 140 milhas por hora, o equivalente a cerca de 129 km/h a 225 km/h. A ideia prevê faixas separadas do trânsito comum, estações próprias para embarque e desembarque e ligações entre regiões como Los Angeles, São Francisco, Fresno e Bakersfield. Em alguns cenários, o trajeto entre Los Angeles e São Francisco pode diminuir para pouco mais de três horas.

O principal atrativo seria o custo. Diferentemente dos trens de alta velocidade, que exigem construção de linhas ferroviárias específicas e investimentos bilionários, os ônibus rápidos aproveitariam parte da estrutura rodoviária já existente. No entanto, especialistas alertam que seria necessário fazer adaptações importantes, incluindo pistas exclusivas, sistemas avançados de frenagem, pneus específicos, aerodinâmica reforçada e tecnologias extras de segurança.
Novo transporte dos EUA pode entrar em ação
Apesar do entusiasmo, o projeto segue em fase inicial de estudos e não possui cronograma definido para implantação. O próprio Caltrans reconhece que ainda existem desafios técnicos e dúvidas sobre viabilidade econômica. Atualmente, não há sistemas semelhantes operando nas velocidades pretendidas nos EUA, embora modelos menores de corredores exclusivos para ônibus existam em países como Austrália.
Se avançar, a proposta pode criar uma nova categoria de transporte entre o ônibus convencional e o trem-bala, oferecendo viagens de longa distância mais baratas e rápidas. O debate também reacende discussões sobre modelos alternativos de mobilidade, especialmente em regiões onde projetos ferroviários enfrentam custos elevados ou longos atrasos para sair do papel.


