Ao final de setembro deste ano, todas as unidades dos supermercados Nacional, localizadas no Rio Grande do Sul, tiveram suas atividades encerradas definitivamente. A princípio, a Carrefour, acionista da rede desde 2022, planejava colocar um fim nas operações até junho deste ano. Porém, o adeus aos 47 estabelecimentos precisou ser adiado.
Por intermédio de um comunicado oficial, o Grupo Carrefour Brasil esclareceu a motivação por detrás do encerramento das operações. Em resumo, a empresa italiana entendeu a necessidade de redirecionar seu foco em unidades que lideram o segmento. Portanto, a dinâmica rotativa será importada a bandeiras maiores, como Atacadão e Sam’s Club.

O impacto inicial do fechamento dos supermercados foi sentido pelos funcionários, que precisaram ter suas baixas na Carteira de Trabalho assinadas. Por sua vez, conforme informação do sindicato, as redes que assumirão os pontos afirmaram, em comunicações setoriais, que pretendem preencher vagas nas novas operações, a depender de cada projeto e cronograma de reforma.
A título de curiosidade, a rede de supermercados Nacional foi fundada em 1969 em Esteio, no Rio Grande do Sul. Depois de ter se consolidado em algumas cidades brasileiras por meio dos esforços dos empresários Teodoro Pedrotti e dos irmãos Zagonel, foi vendida para o Carrefour. Diante do término das operações, o legado se desmanchará com o tempo para a chegada de outros empreendimentos.
Supermercados brasileiros esperam redução de custos
O Governo Federal reformulou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que deve trazer alívio financeiro aos supermercados e pequenos varejistas, conforme a análise do presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi. O novo decreto atualiza as normas atuais e impõe limites às tarifas cobradas por operadoras de benefícios como o vale-refeição.
De acordo com Galassi, a ação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atende a parte das reivindicações do setor varejista e deve facilitar o uso dos vales em estabelecimentos menores. As alterações dão conta do estabelecimento de um teto para as taxas cobradas nas transações, o que tende a reduzir significativamente os custos operacionais.





