Lutando em meio ao processo de recuperação judicial há mais de um ano, a rede de supermercados Dia tinha investimentos no Banco Master. A recuperação judicial começou em março de 2024 e desde então, a marca cumpriu todos os compromissos previstos no plano.”Estamos mantendo a condução das operações dentro da normalidade, bem como o abastecimento das lojas e o cumprimento das obrigações junto a todos os parceiros, fornecedores e clientes”, disse a empresa, em nota.
Diante da liquidação do Master, vários questionamentos sobre os pagamentos futuros estão comprometendo o equilíbrio dos supermercados, que operam queimando caixa e são controlados por um fundo de Nelson Tanure. O detalhe curioso é que o Grupo Dia e a instituição financeira haviam firmado o acordo no dia 22 de outubro de 2025, quase um mês antes da polêmica do banco.
Em meio a situação do Banco Master, o Dia celebra aumento nas vendas nos últimos três meses consecutivo, ainda sem contar novembro. Além disso, algumas lojas estão sendo reformadas, para atender melhor os clientes.

A rede já recebeu R$ 20 milhões dos CDBs em pagamento à vista, de uma dívida total de R$ 163,3 milhões. Por sua vez, os responsáveis pelo empreendimento aguardam mais R$ 50 milhões que seriam pagos de forma parcelada, em dez fatias mensais de R$ 5 milhões. Esse montante seria corrigido pela variação de 109% do CBDI, com a primeira parte quitada em fevereiro de 2026.
Seguindo o cronograma da rede, estava previsto que o saldo remanescente de R$ 93,3 milhões seria pago mediante a cessão de crédito do Letsbank para o grupo Dia de parte de um precatório, com valor de face de R$ 116 milhões. Ao ser questionado sobre os próximos passos envolvendo os protocolos financeiros, o grupo limitou-se a afirmar que mais detalhes serão expostos no futuro.
“Qualquer informação além desta está protegida por sigilo bancário. Reforçamos que estamos cumprindo 100% todas as obrigações previstas no processo de Recuperação Judicial, e que não há qualquer alteração na condução das operações, no abastecimento das lojas ou em qualquer relação com parceiros, fornecedores e clientes”, diz a nota.


