A reforma trabalhista da Colômbia começa a produzir efeitos concretos a partir de 15 de julho, entre eles a redução da jornada de trabalho máxima semanal de 44 para 42 horas sem qualquer corte salarial. A medida integra um cronograma iniciado em 2023 pelo governo local e altera de forma direta a remuneração por hora, o cálculo de adicionais e a organização das escalas em diversos setores da economia.
O ponto central da mudança é que o salário mensal permanece o mesmo. No entanto, ao ser dividido por menos horas trabalhadas, o valor da hora normal aumenta automaticamente. Com base em um salário mínimo projetado de 1.750.905 pesos, a hora trabalhada sobe de cerca de 7.959 para 8.338 pesos, gerando ganho real ao trabalhador mesmo sem a aplicação de um reajuste formal.
Esse novo valor-base impacta diretamente o cálculo das horas extras e dos adicionais. Como a hora normal fica mais cara, o pagamento por jornadas além do limite semanal também cresce. O turno noturno, no entanto, foi ampliado: agora começa às 19h e vai até as 6h, antecipando em duas horas o adicional noturno, que antes só passava a ser considerado a partir das 21h.
Colômbia aplica novas regras na jornada de trabalho
Outro ponto relevante é o aumento progressivo do adicional por trabalho em domingos e feriados. Desde julho de 2026, o percentual sobe de 80% para 90% sobre a hora normal. Em 2027, o adicional chegará a 100%, garantindo pagamento em dobro nesses dias aos trabalhadores.
Especialistas afirmam que setores como comércio e saúde, que normalmente operam com escalas contínuas, devem sentir um impacto mais imediato na Colômbia. Para muitos profissionais, trabalhar em dias de descanso obrigatório tende a se tornar financeiramente mais vantajoso, fortalecendo a renda complementar.





