A escalada de tensões no Oriente Médio já começa a refletir no ambiente de negócios no Brasil, o que atinge inclusive o setor varejista do país sul-americano. A Riachuelo (RIAA3) anunciou a suspensão dos estudos para realizar uma oferta pública subsequente de ações (follow-on), citando o aumento da instabilidade global e a volatilidade nos mercados financeiros para tomar tal decisão.
A decisão foi comunicada ao mercado na noite de quinta-feira (19). De acordo com a companhia, o cenário atual reduziu a previsibilidade necessária para operações desse porte. Em fevereiro, a empresa havia sinalizado a intenção de levantar cerca de R$ 400 milhões com a possível oferta. Os conflitos entre países como Estados Unidos, Irã e Israel foram determinantes para esse cenário.
“A suspensão da potencial oferta não acarreta qualquer modificação no direcionamento de longo prazo da companhia, que permanece integralmente focada na execução de suas prioridades estratégicas, considerando a sua sólida estrutura financeira atual”, disse a empresa em nota oficial.
Riachuelo toma decisão de impacto no mercado nacional
Os recursos que seriam captados pela companhia tinham como objetivo impulsionar a expansão e modernização da operação. Entre os planos da Riachuelo estavam a abertura e reforma de lojas, investimentos em centros de distribuição e na indústria, além do fortalecimento da Midway Financeira e do capital de giro.
Apesar da pausa na captação, a companhia segue com planos de crescimento. Para 2026, a expectativa é de inaugurar entre 15 e 20 novas unidades em território nacional. O diretor financeiro Miguel Cafruni destacou que a expansão vem ganhando ritmo: após apenas uma abertura em 2024, em Cascavel, no Paraná, a rede avançou para oito novas lojas no ano passado.





