Após conquistar o acesso à Série A ao final da temporada passada, o Mirassol tornou-se um dos grandes exemplos de organização de gestão. Com salários baixos e excelente rendimento dentro das quatro linhas, a equipe paulista tem sido reverenciado por clubes de grande prestígio. A exemplo disso está o River Plate, que tem lidado com grande crise dentro e fora das quatro linhas.
Eliminada do Torneio Clausura após derrota por 3 a 2 para o Racing, a tradicional equipe argentina pode ficar de fora da próxima edição da Conmebol Libertadores. Reconhecendo os sucessivos erros durante a temporada, a diretoria do River informou que mudanças significativas na política salarial para 2026 serão implantadas.

Assim como o Mirassol, os argentinos não terão jogadores com vencimentos elevados. Nesse caso, os integrantes dos Los Millonarios contarão apenas com 60% dos salários garantidos, sendo os 40% restantes condicionados a metas individuais e coletivas. Para que os acréscimos sejam depositados, serão levados em conta minutos jogados, condição física, gols marcados (para atacantes) e conquistas do plantel.
“A nova política de produtividade, muito comum em clubes europeus, busca reduzir a folha salarial e evitar que continuemos pagando valores altos a atletas que entregam pouco em campo. Os bônus só serão concedidos mediante resultados; não haverá etapas intermediárias. O mesmo vale para novos contratos, que terão prazos fixos e objetivos claros”, afirmou o presidente do time, Stefano Di Carlo, ao jornal Olé.
Finalizando a temporada sem títulos, o River Plate dispensou Enzo Pérez, Milton Casco, Nacho Fernández, Pity Martínez e Miguel Borja. A ideia é enxugar a folha salarial de 2025, que totalizou US$ 40,8 milhões (R$ 217,6 milhões na cotação atual). No mais, a mudança de curso tende a aperfeiçoar a competitividade e eficiência financeira, alinhando salários a desempenho e produtividade em campo.
Influência do Mirassol
Um ano antes de seu centenário, o Mirassol Futebol Clube conquistou vaga para disputar a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Contrariando as expectativas, não somente cravou sua estadia na elite nacional para a próxima temporada como vaga na Libertadores da América. Com uma das folhas salariais mais baixas da Série A, o Leão Caipira mostrou que a organização é a chave para o sucesso.
Para uma melhor compreensão, Reinaldo, destaque do time, tem salário de apenas R$ 130 mil, o que contraria a metodologia da maioria dos clubes. Por sua vez, os demais companheiros de equipe são beneficiados com acordos de metas cumpridas e bichos por vitória conquistada. Nesse intervalo, a diretoria prometeu R$ 7,5 milhões para distribuir ao elenco, em caso de classificação à fase de grupos do torneio continental.





