A BR-116, com 4.660 km de extensão, liga Fortaleza (CE) a Jaguarão (RS) e atravessa 10 estados, sendo a principal rota logística Norte-Sul do país. A rodovia transporta grandes volumes de cargas agrícolas, minerais e industriais.
Ela é a responsável pelo alto índice de acidentes, com 87.063 ocorrências em 2023, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Confederação Nacional do Transporte (CNT). Trechos mal conservados, tráfego intenso de caminhões e cruzamentos urbanos tornam a via especialmente perigosa, consolidando sua fama de “rodovia da morte”.

Fatores que elevam os riscos da BR-116
A estrada atravessa regiões densamente povoadas e centenas de municípios, o que aumenta a complexidade da condução. Curvas acentuadas, pistas estreitas e trechos sem acostamento adequado contribuem para a alta taxa de acidentes.
O excesso de velocidade, associado à pressa no transporte de cargas, é outro fator crítico. Em 2023, a BR-116 concentrou mais de 15% dos acidentes em rodovias federais, registrando 3.270 mortes. Já o Anuário PRF 2024, divulgado em 2025, aponta 11.478 sinistros e 821 óbitos, considerando apenas casos graves.
Estados como Minas Gerais e São Paulo destacam-se pelos números preocupantes. Em Minas Gerais, 190 mortes foram registradas em 2024, incluindo um único acidente com 39 vítimas em junho. Em São Paulo, ocorreram 3.478 acidentes no último ano, principalmente em trechos próximos a áreas urbanas. A fadiga, imprudência e infraestrutura insuficiente persistem como fatores determinantes.
Governos federal e estaduais discutem medidas como duplicações, instalação de radares e reforço na fiscalização para reduzir os riscos. Apesar dessas iniciativas, motoristas ainda enfrentam condições perigosas diariamente.





